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EMBALAGENS ATIVAS E INTELIGENTES – O FUTURO

Alistair Irvine, principal consultor em segurança de alimentos para embalagens da Smithers Pira, do Reino Unido, abordou em sua palestra as embalagens ativas e inteligentes (A&I) e seu futuro.

Os fatores mais comuns para prolongar a vida de prateleira dos alimentos são: pH, teor de açúcar, teor de sal, teor alcoólico, escolha dos ingredientes, conservantes, condições de processamento, como tempo e temperatura; manuseio, boa higiene e HACCP.

Já em relação a embalagens, os fatores importantes são o manuseio com boa higiene, prevenir a deterioração por oxidação, reter a umidade, vedar para evitar a entrada de

oxigênio e de microrganismos, e optar por embalagens com enchimento asséptico ou com atmosfera modificada (MAP).

Embalagem com atmosfera modificada significa alimentos embalados sob uma

atmosfera que contenha diferentes proporções de gases. O objetivo é prolongar a vida dos alimentos, preservando ao máximo as propriedades naturais do alimento, ao invés de usar conservantes ou usar outras abordagens tradicionais.

Vale observar que embalagens ativas são definidas como “qualquer sistema de embalagem que realiza uma função ativa além das características que o produto teria; propositadamente interagindo com os conteúdos para proporcionar melhorias em termos de qualidade, prazo de validade, a segurança e/ou a usabilidade”, enquanto embalagem inteligente é um sistema de embalagem que monitora, indica ou testa informações sobre a qualidade propriamente dita, ou condições ambientais que afetam a qualidade do produto, seu prazo de validade ou sua segurança, como por exemplo, indicadores de frescor ou de temperatura”.

Sobre o futuro, Alistair aposta que as categorias de produtos onde o uso de embalagens ativas e inteligentes (A&I) serão: carnes e aves, refeições prontas para consumo, alimentos frescos, bebidas e cervejas.

“Ao longo dos próximos anos, a inovação será incremental em vez de revolucionária, pois os consumidores estão menos propensos a pagar um valor elevado para a novidade. É previsto que a regulamentação das embalagens A& I para a maioria dos países que a adotarem não deve ser uma barreira”.





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