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Startup e USP criam ômega 3 hidrossolúvel que substitui cápsulas

A dificuldade do idoso em engolir medicamentos levou uma startup de Ribeirão Preto (SP), em parceria com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo e o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HC-RP), a desenvolver novos tipos de remédios por meio da nanotecnologia. A empresa será lançada oficialmente no mercado ainda nesta semana, e acaba de receber a licença da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para desenvolver alimentos, remédios e cosméticos em versão nano. A iniciativa é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), com investimento de R$ 1 milhão.

O uso da nanotecnologia na área da saúde vem se expandindo desde a década de 1960. “Um dos primeiros desafios enfrentados com esse tipo de recurso foi a nutrição de pacientes com óleos, de forma a evitar efeitos colaterais provenientes do uso exclusivo de glicose no tratamento. Nesse sentido, foram desenvolvidas emulsões de lipídeos de uso injetável, mas que precisavam ser administradas em quantidades pequenas para não causar embolia, por exemplo, e é aí que a nanotecnologia ajudou”, conta o pesquisador. Hoje, o uso da nanotecnologia segue esse mesmo princípio, usando uma máquina que trabalha com alta pressão para reduzir o tamanho da molécula do princípio ativo de um medicamento. Submetida a esse procedimento, a substância fica 1 bilhão de vezes menor e pode ser misturada na água ou no suco, facilitando a ingestão pelo paciente. Segundo os pesquisadores, a absorção das partículas pelo organismo chega a ser dez vezes maior do que a obtida com o uso de cápsulas.

A tecnologia está se tornando cada vez mais viável, inclusive economicamente. O lançamento oficial da empresa acontece em breve e, de acordo com Cadurim, sua proposta é a de “sermos um fabricante nacional de produtos 100% naturais, voltados para a área de alimentos, especificamente com suplementos alimentares e cosméticos. Também pretendemos produzir medicamentos, produtos veterinários e agroquímicos, e então transferirmos a tecnologia para outras empresas produzirem”.

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